Mais dívida externa, menos desenvolvimento.

A crise da dívida soberana dos países está sufocando o mundo em desenvolvimento. São necessárias medidas urgentes para uma maior equidade financeira global. Um país que paga mais juros por suas dívidas gasta menos com saúde e educação.
BILHÕES
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de pessoas vivem em países que destinam mais recursos para pagar a dívida do que para a saúde ou educação
MAIS ALTOS
Juros 0 vezes
Os países em desenvolvimento pagam taxas de juros até 1.000% mais altas em comparação com os países desenvolvidos.
DE DÓLARES
$ 0 TRILHÕES
Por ano, o Sul Global transfere ao Norte Global cerca de 3 trilhões de dólares por meio do pagamento de dívidas, juros e mecanismos de evasão fiscal associados à extração de recursos.
O problema

Um sistema injusto

O sistema global de dívida favorece os mais poderosos e deixa para trás os países mais vulneráveis, perpetuando desigualdades históricas e o domínio de instituições multilaterais e credores privados.

O 1% MAIS RICO SEMPRE GANHA

Credores privados, fundos de investimento, países ricos. Em 2023, o 1% mais rico ganhou mais do que nunca. De onde vem esse dinheiro? Dos juros pagos pelos países pobres. Enquanto o Sul Global sacrifica a saúde e a educação, os credores multiplicam seus lucros.

COMO FUNCIONA A ARMADILHA?

  1. Um país contrai um empréstimo para promover o desenvolvimento.
  2. As taxas de juros aumentam até 1.000%, sob a justificativa de haver maior risco de inadimplência.
  3. Os pagamentos da dívida + juros superam as receitas do país.
  4. Cortes são feitos em saúde, educação e serviços públicos.
  5. A crise humanitária se agrava, gerando a necessidade de novos empréstimos.
  6. A armadilha se fecha. O ciclo retorna ao passo 1.

Artigos sobre a campanha

O que estamos pedindo

Três demandas fundamentais para acabar com a injustiça da dívida

1

Borrowers’ Forum

Criar um espaço unificado em que os países do Sul Global possam negociar coletivamente. Quando negociam isoladamente, os credores concentram todo o poder. Unidos, os países podem exigir condições mais justas.
Proposta apresentada em Sevilha e endossada pelo G20 em 2025.

2

Suspensão do pagamento da dívida em situações de crise

Durante emergências de saúde pública ou desastres climáticos, os países devem poder suspender temporariamente o pagamento de suas dívidas. Nenhum governo deveria ser obrigado a escolher entre salvar vidas e pagar credores.
Cada dólar deve ser destinado às pessoas, e não aos bancos.

3

Equidade financeira: a IA a serviço da solidariedade

Enquanto empresas de IA acumulam lucros enormes, muitos países pobres são forçados a cortar investimentos em saúde e educação. Destinar 1% desses lucros ao alívio da dívida e ao financiamento de bens públicos globais ajudaria a reduzir as desigualdades.
A riqueza gerada pela inovação não pode beneficiar apenas uma pequena parcela da população mundial.
#LivredaDívida
Junte-se ao movimento global por justiça econômica e equidade, em defesa do desenvolvimento humano sustentável nos países do Sul Global.

Junte-se ao movimento pela equidade financeira global.

A injustiça da dívida é uma questão de direitos humanos.